Estudantes desenvolvem protótipo de carda para nãotecidos

18/11/2019 18:53

Estudantes da disciplina de Tecnologia de Nãotecidos, semestre 2019/2, receberam, no início do semestre, uma proposta um tanto inusitada: apresentar um protótipo de uma carda para a formação de nãotecidos. A proposta contou ainda com a participação do estudante de pós-graduação, Eduardo Volkart da Rosa, do Mestrado em Engenharia Têxtil do Campus Blumenau da UFSC.

Cada equipe fez o estudo detalhado do funcionamento mecânico da máquina, optando assim pelos materiais e pela melhor forma de confecção da carda. A Equipe 1 realizou seu projeto a partir de materiais recicláveis. Já a Equipe 2 fez uso de uma impressora 3D para a a fabricação e a Equipe 3 utilizou madeira.

Uma breve entrevista com os representantes da cada grupo foi realizada para compreender melhor este processo. Leia abaixo:

Representantes das equipes

Equipe 01 (materiais recicláveis): Joana Feltrin Nascimento

Equipe 02 (impressão 3D): Diogo Guimarães da Silva

Equipe 03 (madeira): Lucas Vasselai

1. Como se deu processo de confecção do equipamento?

Equipe 01: Para a confecção do protótipo da carda fizemos, primeiramente, a redução de algumas medidas de uma carda que retiramos da literatura. Com isso pode-se construir os cilindros com as medidas calculadas e fazer toda a construção das bases, dos eixos e das polias.

Equipe 02: No início, por meio de discussão levantamos quais recursos a gente teria em mãos e uma sequência de etapas para atingir nosso objetivo, que era a confecção da carda.

Equipe 03: Inicialmente realizaram-se pesquisas de cardas manuais para que pudéssemos utilizar de inspiração. Após esta pesquisa e a escolha do modelo base, foi feito o desenho de como seria o nosso projeto ideal para que assim pudéssemos definir as dimensões para então comprar a matéria-prima. Após definir todos os parâmetros, foi comprada a matéria-prima necessária e necessitou-se do auxílio de profissionais para a modelagem e a montagem da carda.

2. O que balizou a escolha do material utilizado?

Equipe 01: O nosso protótipo foi feito de papelão com eixos de madeira e os cilindros foram alguns de papelão e outros de papel. A escolha para a construção deste protótipo se deu pelo fato de termos estes materiais disponíveis em casa. Porém, a ideia do nosso projeto era fazer um protótipo com cilindros de canos PVC, pois são mais baratos que a madeira; os eixos seriam de metal, porque devem ser resistentes; as polias de polímero, justamente pelo preço mais em conta do que as polias metálicas; a correia de borracha; e as bases/laterais de madeira, por ser mais apresentável.

Equipe 02:  Utilizando conhecimentos de outras disciplinas, dentro da área de mecânica principalmente, como desenho técnico foram aplicados para desenvolver o projeto tanto no papel quanto em software adequados para simulação, onde projetamos o nosso modelo de carda. Com a utilização de softwares específicos e dos desenhos elaborados, passamos a imprimir as peças com as impressoras 3D do LabCTI, que nos deram um grande suporte nesse processo de desenvolvimento. Feita impressão dos componentes da carda foi realizada a montagem da mesma.

Equipe 03: A escolha do material utilizado deu-se através da percepção de que seria necessário um material resistente, que tornasse o projeto da carda funcional e que fosse facilmente encontrado para compra e de custo acessível.

3. Quais as vantagens de um projeto desta natureza para o processo de formação enquanto engenheiros têxteis?

Equipe 01: A maior vantagem em relação à este projeto foi entender o funcionamento da máquina e o processo de formação de uma manta de nãotecido e, através disso, foi possível perceber o quão complexo é o universo têxtil. Este projeto proporcionou entender mais a fundo quanto os parâmetros mecânicos de uma máquina influenciam no produto final e o quão importante é saber pelo menos o mínimo sobre os maquinários de uma empresa têxtil.

Equipe 02: Ao final do trabalho o grupo levantou vários pontos como a variedade de conhecimentos que foi necessária para o desenvolvimento do projeto, as dificuldades de enfrentar um projeto tão desafiador como esse e por fim a introdução a áreas que futuramente teremos que enfrentar como engenheiros têxteis e que não estão tão difundidas em matérias no nosso curso.

Equipe 03: O projeto foi de suma importância pois através deste podemos entender melhor o funcionamento do principal maquinário responsável pela formação de nãotecidos. Além disto, pode-se aplicar conhecimentos interdisciplinares durante o desenvolvimento, fazendo-nos perceber a importância de todas as matérias da grade curricular para a nossa formação e que é extremamente importante que saibamos interligar os conhecimentos adquiridos em cada uma destas para tornarmos profissionais capacitados.

(Camila Collato/Comitê de Comunicação UFSC Blumenau)

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Estudantes desenvolvem práticas com crianças na Associação de Educação Complementar Puro Amor

16/10/2019 10:51

Os alunos da disciplina de Práticas Curriculares de Inovação, Desenvolvimento Regional e Interação Social (PIDRIS), visitaram a Associação de Educação Complementar Puro Amor. Os estudantes, sob orientação da professora Maria Elisa Philippsen Missner, estão realizando um projeto com as crianças em várias etapas: duas delas, a de 24 de setembro e a de 8 de outubro, já foram concluídas.

Segundo a professora Maria Elisa, o objetivo deste trabalho é contribuir para que o acadêmico desenvolva um olhar voltado para as realidades sociais, econômicas e culturais da região. “Nessa disciplina, os estudantes promovem atividades de educação ambiental com crianças entre 11 e 14 anos, por meio de técnicas de aumento de ciclo de vida de produtos têxteis. O objetivo é ensinar as crianças sobre materiais têxteis e conscientizar sobre como o excesso de resíduos sólidos derivados desses materiais causam efeitos negativos ao meio ambiente”, explica Maria Elisa.

A Associação Puro Amor, situada em Blumenau, oferece atividades continuadas de educação complementar para crianças e adolescentes que se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social. Essas atividades são realizadas em contraturno escolar, e incluem apoio pedagógico e ações educativas, culturais e esportivas, como informática, música, teatro, sapateado, ballet, artes, espanhol, natação e artesanato. A associação oportuniza aos alunos a ampliação do universo cultural e principalmente a aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes que favoreçam a permanência e qualificação do desempenho deles na escola.

(Daiana Martini / Comitê de Comunicação UFSC Blumenau, com informações da professora Maria Elisa Philippsen Missner)

Graduando de Engenharia Têxtil é premiado em concurso de inovação e viaja ao Vale do Silício/EUA

29/11/2018 17:41

Há muitas décadas que Vale do Silício, nos Estados Unidos, é considerado a Meca daqueles que buscam inovação e tecnologia. Para quem ainda está na graduação, uma ideia inovadora bem orientada pode ser o começo de uma startup de sucesso nos moldes de Google, Facebook, entre tantas outras sediadas na Califórnia. Com esse espírito determinado o estudante Renato Poli Mari, do curso de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau, participou do Concurso Universitário de Negócios Inovadores, promovido pelo SEBRAE/SC. “Quando eu decidi participar do concurso eu disse aos meus professores orientadores que era para ganhar”, revelou o estudante que levou, no dia 15 de setembro, um dos cinco troféus de Melhor Pitch de Negócio da edição 2018.

O projeto “Palmilha tecnológica para corredores de rua – Fastpace“, desenvolvido sob orientação dos professores Jose Alexandre Borges do Valle e Rita de Cássia Siqueira Curto Valle, rendeu ao aluno uma viagem aos Estados Unidos, no dia 27 de outubro, com os demais vencedores da competição. O grupo teve a oportunidade de conhecer as instalações de empresas como Nvidia, Google, Facebook, Autodesk, além do campus da Universidade de Stanford. Quando questionado sobre o que mais chamou sua atenção durante as visitas, Renato afirma que “praticamente todas as empresas possuem sua estrutura focada no funcionário. Não há horários fixos, cada um faz sua rotina, pois eles são cobrados por metas”. Apesar de parecer o ambiente de trabalho perfeito, ele também destaca a alta cobrança das organizações: “a pressão é muito grande por estar em uma startup de sucesso. Você sempre tem que estar mostrando resultados. Os próprios gestores explicaram que as metas fixadas são impossíveis. Por isso eles esperam que sejam cumpridas em índices que variam de 60 a 70%”.

Ainda segundo o estudante, a aprendizagem no decorrer  do desenvolvimento do projeto trouxe ganhos para além da premiação em si, oportunizando experiências de trabalho em equipe e a ampliação do leque de aplicação dos conhecimentos da graduação. “Foi muito importante contar com o apoio de todo o time, além dos professores, da Letícia Brito de Souza (EMT/UFSC/BNU), da Edna Regina Evaristo (ETX/UFSC/BNU), que também ganhou o prêmio em 2016, e da Dinnye Caroline dos Santos (ETX/UFSC/BNU)”.

Startup a caminho – com o apoio da família e de um sócio, Renato Poli Mari agora quer fomentar novas criações por meio da startup Nanoplus. Atualmente a empresa já propõe soluções para a companhia da família que atua no ramo calçadista e a proposta é expandir a atuação. “Não é só porque o mundo hoje é digital que a engenharia têxtil vai ficar para trás. Nós temos condições de criar produtos e soluções de qualidade”, reafirmou o estudante.

Veja fotos da premiação e da viagem

(Comunicação UFSC Blumenau)

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